U2.T2 — Deformação, taxa de deformação e spin

MAE369 — Mecânica e Fenômenos de Transporte · IM/UFRJ · 2026/2

Onde estamos

Figura 1

Na sessão passada, uma partícula. Hoje, a vizinhança dela.

01A vizinhança de um ponto

Um campo, e dois pontos dele

A diferença, e as suas duas parcelas

A expansão de Taylor, para um campo qualquer

\[\begin{aligned} &f_i(\mathbf x + d\mathbf x) = f_i(\mathbf x) + \frac{\partial f_i}{\partial x_j}\,dx_j + O(|d\mathbf x|^2) && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf f(\mathbf x + d\mathbf x) = \mathbf f(\mathbf x) + (\nabla\mathbf f)\,d\mathbf x + O(|d\mathbf x|^2) && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Vale para qualquer campo vetorial diferenciável \(\mathbf f\). O enunciado não escolhe descrição: o que muda é a variável em que se deriva.

Duas aplicações, duas descrições

Campo Descrição Deriva-se em O que sai dele
deslocamento \(\mathbf u\) material \(\mathbf X\) a deformação \(\mathbf E\)
velocidade \(\mathbf v\) espacial \(\mathbf x\) a taxa \(\mathbf D\) e o spin \(\mathbf W\)

As duas descrições são as de U2.T1: a material segue a partícula pelo rótulo \(\mathbf X\); a espacial fica no lugar \(\mathbf x\) e vê o material passar.

A parcela que interessa

\[\begin{aligned} &v_i(\mathbf x + d\mathbf x, t) = v_i(\mathbf x, t) + \frac{\partial v_i}{\partial x_j}\,dx_j + O(|d\mathbf x|^2) && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf v(\mathbf x + d\mathbf x, t) = \mathbf v(\mathbf x, t) + (\nabla\mathbf v)\,d\mathbf x + O(|d\mathbf x|^2) && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Descrição espacial — as derivadas são tomadas em \(\mathbf x\).

Tudo o que distingue o vizinho da partícula está em \((\nabla\mathbf v)\,d\mathbf x\).

A pergunta da sessão

O que \(\nabla\mathbf v\) sabe sobre o movimento da vizinhança de um ponto?

Ela permanece em aberto até o fecho da sessão.

02Deformação infinitesimal

Primeira aplicação: o deslocamento

Tome \(\mathbf f = \mathbf u\), na descrição material. O campo de deslocamento já foi definido em U2.T1:

\[\mathbf x = \mathbf X + \mathbf u(\mathbf X, t) .\]

O enunciado geral dá, com as derivadas em \(\mathbf X\):

\[d\mathbf x = d\mathbf X + (\nabla_{\mathbf X}\mathbf u)\,d\mathbf X .\]

Neste bloco, o deslocamento e as suas derivadas são pequenos.

O tensor que mede forma

\[\begin{aligned} &E_{ij} = \frac12\left(\frac{\partial u_i}{\partial X_j} + \frac{\partial u_j}{\partial X_i}\right) && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf E = \tfrac12\left(\nabla_{\mathbf X}\mathbf u + (\nabla_{\mathbf X}\mathbf u)^{\mathsf T}\right) && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Simétrico por construção: seis componentes independentes. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.7; Ruderman 2019, seç. 3.4)

Descrição material — as derivadas são tomadas em \(\mathbf X\).

O que cada componente mede

Os dois significados, enunciados

  1. Alongamento por unidade de comprimento na direção \(\mathbf n\): \[\frac{ds - dS}{dS} = n_i E_{ij} n_j = \mathbf n\cdot\mathbf E\,\mathbf n \qquad\text{(igual nas duas notações).}\]
  2. Decréscimo do ângulo entre elementos em \(\mathbf e_1\) e \(\mathbf e_2\): vale \(2E_{12}\).

Descrição material — as derivadas são tomadas em \(\mathbf X\).

(Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.8)

Dilatação

\[\begin{aligned} &\frac{\Delta(dV)}{dV} = E_{ii} = \frac{\partial u_i}{\partial X_i} && \text{(indicial)}\\[4pt] &\frac{\Delta(dV)}{dV} = \operatorname{tr}\mathbf E = \operatorname{div}\mathbf u && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Como o traço não muda com a base, a dilatação também não muda. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.10)

Descrição material — as derivadas são tomadas em \(\mathbf X\).

De onde vem a soma

O quadradinho cinza é o termo que a hipótese infinitesimal descarta.

03O gradiente de velocidade

Segunda aplicação: a velocidade

\[\begin{aligned} &\frac{D}{Dt}(dx_i) = \frac{\partial v_i}{\partial x_j}\,dx_j && \text{(indicial)}\\[4pt] &\frac{D}{Dt}(d\mathbf x) = (\nabla\mathbf v)\,d\mathbf x && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Descrição espacial — as derivadas são tomadas em \(\mathbf x\).

As pontas do elemento movem-se com as velocidades dos seus próprios pontos, logo \(\frac{D}{Dt}(d\mathbf x) = \mathbf v(\mathbf x + d\mathbf x) - \mathbf v(\mathbf x)\), e a expansão do início da aula fecha a conta.

\(\nabla\mathbf v\) diz com que velocidade cada elemento material muda de comprimento e de direção. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.12)

As duas parcelas

\[\begin{aligned} &\frac{\partial v_i}{\partial x_j} = D_{ij} + W_{ij} && \text{(indicial)}\\[2pt] &\quad D_{ij} = \tfrac12\!\left(\frac{\partial v_i}{\partial x_j} + \frac{\partial v_j}{\partial x_i}\right)\!, \qquad W_{ij} = \tfrac12\!\left(\frac{\partial v_i}{\partial x_j} - \frac{\partial v_j}{\partial x_i}\right) &&\\[6pt] &\nabla\mathbf v = \mathbf D + \mathbf W && \text{(direta)}\\[2pt] &\quad \mathbf D = \tfrac12\!\left(\nabla\mathbf v + (\nabla\mathbf v)^{\mathsf T}\right)\!, \qquad \mathbf W = \tfrac12\!\left(\nabla\mathbf v - (\nabla\mathbf v)^{\mathsf T}\right) && \end{aligned}\]

\(\mathbf D\): taxa de deformação. \(\mathbf W\): spin. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.13; Ruderman 2019, seç. 3.5–3.6)

Descrição espacial — as derivadas são tomadas em \(\mathbf x\).

A promessa de U1.T2 vence hoje

Em U1.T2, todo tensor antissimétrico ganhou um vetor dual:

\[\mathbf W\mathbf a = \mathbf w\times\mathbf a \qquad\text{para todo }\mathbf a, \qquad W_{ij} = -\varepsilon_{ijk}\,w_k .\]

Lá ele era um objeto algébrico. Aqui ele ganha significado cinemático.

O vetor dual do spin

\[\begin{aligned} &w_k = \tfrac12\,\varepsilon_{kij}\,\frac{\partial v_j}{\partial x_i} = \tfrac12\,\omega_k && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf w = \tfrac12\,\operatorname{rot}\mathbf v = \tfrac12\,\boldsymbol\omega && \text{(direta)} \end{aligned}\]

\(\boldsymbol\omega = \operatorname{rot}\mathbf v\) é a vorticidade. O vetor dual do spin é metade dela. (Ruderman 2019, seç. 3.6)

A decomposição local

\[\begin{aligned} &v_i(\mathbf x + d\mathbf x) \approx v_i(\mathbf x) + \varepsilon_{ijk}\,w_j\,dx_k + D_{ij}\,dx_j && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf v(\mathbf x + d\mathbf x) \approx \mathbf v(\mathbf x) + \mathbf w\times d\mathbf x + \mathbf D\,d\mathbf x && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Translação · rotação rígida · estiramento puro. Esta é a resposta completa à pergunta da sessão. (Ruderman 2019, seç. 3.6; Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.14)

As três parcelas, em figura

Por que “rígida”

\[\frac{D}{Dt}\left(|d\mathbf x|^2\right) = 2\,d\mathbf x\cdot\mathbf D\,d\mathbf x + 2\,\underbrace{d\mathbf x\cdot\mathbf W\,d\mathbf x}_{=\,0}\]

Para \(\mathbf W\) antissimétrico e qualquer \(\mathbf a\): \(\mathbf a\cdot\mathbf W\mathbf a = \mathbf a\cdot\mathbf W^{\mathsf T}\mathbf a = -\,\mathbf a\cdot\mathbf W\mathbf a\).

\(\mathbf D\) muda comprimentos. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.13)

O que as componentes de D medem

  1. Taxa de alongamento na direção \(\mathbf n\): \(\dfrac{1}{ds}\dfrac{D(ds)}{Dt} = \mathbf n\cdot\mathbf D\,\mathbf n\) \(\;\)(igual nas duas notações).
  2. Taxa de decréscimo do ângulo entre \(\mathbf e_1\) e \(\mathbf e_2\): \(2D_{12}\).
  3. \(\operatorname{tr}\mathbf D = \operatorname{div}\mathbf v\) é a taxa de variação relativa de volume.

Descrição espacial — as derivadas são tomadas em \(\mathbf x\).

(Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.13)

Direções principais

Direções principais de \(\mathbf D\): os seus autovetores (U1.T2).

A taxa de cisalhamento depende do par de direções, não do material.

O campo-exemplo da unidade

\[v_1 = \alpha\,x_2, \qquad v_2 = \beta\,t, \qquad v_3 = 0 \qquad \leftrightarrow \qquad \mathbf v = \alpha\,x_2\,\mathbf e_1 + \beta\,t\,\mathbf e_2\]

\[[\nabla\mathbf v] = \begin{bmatrix} 0 & \alpha & 0\\ 0 & 0 & 0\\ 0 & 0 & 0\end{bmatrix}\]

O termo \(\beta t\) não aparece: ele é uniforme no espaço.

As duas partes, e o vetor dual

\[[\mathbf D] = \begin{bmatrix} 0 & \alpha/2 & 0\\ \alpha/2 & 0 & 0\\ 0 & 0 & 0\end{bmatrix}, \qquad [\mathbf W] = \begin{bmatrix} 0 & \alpha/2 & 0\\ -\alpha/2 & 0 & 0\\ 0 & 0 & 0\end{bmatrix}\]

De \(W_{12} = -w_3\) vem \(\mathbf w = -\tfrac{\alpha}{2}\,\mathbf e_3\); e \(\operatorname{rot}\mathbf v = -\alpha\,\mathbf e_3\) confirma o fator \(\tfrac12\).

O que este escoamento faz, ponto a ponto

Autovalores de \(\mathbf D\): \(+\alpha/2\), \(-\alpha/2\), \(0\), com

\[\mathbf n_1 = \tfrac{1}{\sqrt2}(\mathbf e_1 + \mathbf e_2), \qquad \mathbf n_2 = \tfrac{1}{\sqrt2}(\mathbf e_1 - \mathbf e_2) .\]

\(\operatorname{tr}\mathbf D = 0\): cada elemento material conserva o volume e muda de forma o tempo todo.

04Corpo rígido

A pergunta que ficou de U2.T1

Em U2.T1, o movimento rígido ganhou a sua equação cinemática:

\[\mathbf x(t) = \mathbf c(t) + \mathbf R(t)\,(\mathbf X - \mathbf c(0)) .\]

E ficou a pergunta: como esse movimento se enxerga em \(\nabla\mathbf v\)?

A resposta, nos dois sentidos

Num corpo que ocupa uma região conexa — dois pontos quaisquer ligados por um caminho dentro dela:

  1. movimento rígido \(\Rightarrow\) \[\begin{aligned} &v_i = \dot c_i + \varepsilon_{ijk}\,w_j\,(x_k - c_k) && \text{(indicial)}\\[2pt] &\mathbf v = \dot{\mathbf c} + \mathbf w\times(\mathbf x - \mathbf c) && \text{(direta)} \end{aligned}\] e \(\mathbf D \equiv \mathbf 0\);
  2. \(\mathbf D \equiv \mathbf 0\) \(\Rightarrow\) o movimento é rígido.

Descrição espacial — as derivadas são tomadas em \(\mathbf x\).

Ida: a rotação entrega um tensor antissimétrico

Derivando a equação cinemática e eliminando \(\mathbf X\):

\[\mathbf v = \dot{\mathbf c} + \boldsymbol\Omega\,(\mathbf x - \mathbf c), \qquad \boldsymbol\Omega \equiv \dot{\mathbf R}\,\mathbf R^{\mathsf T} .\]

De \(\mathbf R\mathbf R^{\mathsf T} = \mathbf I\) segue \(\boldsymbol\Omega + \boldsymbol\Omega^{\mathsf T} = \mathbf 0\). Logo \(\nabla\mathbf v = \boldsymbol\Omega\) e \(\mathbf D = \mathbf 0\).

Volta: W não pode variar no espaço

Com \(\mathbf D \equiv \mathbf 0\) vale \(\partial v_i/\partial x_j = W_{ij}\), e então

\[\frac{\partial W_{ij}}{\partial x_k} = \frac{\partial W_{ik}}{\partial x_j} = -\frac{\partial W_{kj}}{\partial x_i} = \frac{\partial W_{jk}}{\partial x_i} = \frac{\partial W_{ji}}{\partial x_k} = -\frac{\partial W_{ij}}{\partial x_k} .\]

Cada passo faz uma de duas coisas: troca a ordem de duas derivadas, ou aplica \(W_{ab} = -W_{ba}\).

Um número igual ao seu oposto é zero: \(\mathbf W\) é constante.

O rígido, em figura

Nove graus de liberdade viram seis

Meio contínuo geral Corpo rígido
\(\nabla\mathbf v\): nove componentes \(\mathbf W\): três componentes
variando de ponto para ponto as mesmas em todo o corpo
mais a velocidade de cada ponto mais três da velocidade de um ponto

A mecânica dos corpos rígidos é o caso degenerado da mecânica do contínuo, e não o contrário.

Um teste de sanidade que volta em U4

Movimento rígido \(\Rightarrow \mathbf D = \mathbf 0\).

Qualquer descrição do comportamento de um material que dependa de \(\mathbf D\) atribui, automaticamente, efeito nulo a um movimento rígido.

05Deformação finita, em sobrevoo

O que muda neste bloco

Até aqui: deformações infinitesimais (\(\mathbf E\)) ou taxas instantâneas (\(\mathbf D\)).

Agora: a descrição exata, válida para deformações de qualquer tamanho.

Enunciados e figuras, sem demonstrações. O material completo está no handout que acompanha a sessão.

O gradiente de deformação

\[\begin{aligned} &F_{ij} = \frac{\partial x_i}{\partial X_j}, \qquad dx_i = F_{ij}\,dX_j && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf F = \nabla_{\mathbf X}\,\mathbf x, \qquad d\mathbf x = \mathbf F\,d\mathbf X && \text{(direta)} \end{aligned}\]

A invertibilidade assumida em U2.T1 equivale a \(\det\mathbf F > 0\). (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.18)

Descrição material — deriva-se em \(\mathbf X\).

F é o retrato linear local

Decomposição polar

\[\mathbf F = \mathbf R\,\mathbf U = \mathbf V\,\mathbf R \qquad\text{(igual nas duas notações),}\] com \(\mathbf R\) ortogonal própria (\(\det\mathbf R = +1\)) e \(\mathbf U\), \(\mathbf V\) simétricos e positivos definidos (\(\mathbf a\cdot\mathbf U\mathbf a > 0\) para \(\mathbf a \neq \mathbf 0\)). A decomposição é única.

Lê-se da direita para a esquerda: estica, depois gira. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.21)

Os dois passos, em figura

O tensor de Cauchy-Green

\[\begin{aligned} &C_{ij} = F_{ki}\,F_{kj}, \qquad dx^{(1)}_i\,dx^{(2)}_i = dX^{(1)}_i\,C_{ij}\,dX^{(2)}_j && \text{(indicial)}\\[4pt] &\mathbf C = \mathbf F^{\mathsf T}\mathbf F = \mathbf U^2, \qquad d\mathbf x^{(1)}\!\cdot d\mathbf x^{(2)} = d\mathbf X^{(1)}\!\cdot \mathbf C\,d\mathbf X^{(2)} && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Comprimentos e ângulos da configuração atual, escritos em variáveis materiais (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.23). \(\mathbf C = \mathbf I\) caracteriza os movimentos rígidos (Ruderman 2019, seç. 3.4).

O fator de volume

\[dV = (\det\mathbf F)\,dV_0 \qquad\text{(igual nas duas notações).}\]

\(\mathbf E\) e \(\mathbf D\) são as versões linearizada e instantânea desta maquinaria. (Lai, Rubin, e Krempl 2010, seç. 3.27–3.28)

06Conservação de massa

Uma equação que hoje não será demonstrada

\[\begin{aligned} &\frac{D\rho}{Dt} + \rho\,\frac{\partial v_i}{\partial x_i} = 0 && \text{(indicial)}\\[4pt] &\frac{D\rho}{Dt} + \rho\,\operatorname{div}\mathbf v = 0 && \text{(direta)} \end{aligned}\]

Descrição espacial\(\rho\) e \(\mathbf v\) são campos de \(\mathbf x\).

\(\rho\) é a densidade do meio: a massa por unidade de volume.

O argumento de plausibilidade

\(\operatorname{div}\mathbf v\) é a taxa relativa de variação de volume (Resultado 2.10). Massa fixa em volume que encolhe: a densidade sobe.

O que falta tem nome

A regra que deriva no tempo uma integral sobre um volume que se move com o material é o Teorema do Transporte (TTR).

Ele abre a próxima sessão, U3.T1. A conservação de massa é a sua primeira consequência, e o mesmo procedimento produz todas as demais leis de balanço do curso.

07Fecho

A Lista 1 está completa

Item Assunto Proposto em
PS1.1 Símbolos de permutação U1.T1
PS1.2 Decomposição simétrica e antissimétrica U1.T1
PS1.3 Divergência em cilíndricas U1.T2
PS1.4 Invariantes sob mudança de base U1.T2
PS1.5 Descrições e derivada material U2.T1
PS1.6 Taxa de deformação e spin U2.T2

O enunciado completo de cada item está nas notas.

Exercício proposto: PS1.6

Para o campo \(v_1 = 3k\,x_2\), \(v_2 = k\,x_1\), \(v_3 = k\,x_3\), com \(k > 0\): obtenha \(\mathbf D\) e \(\mathbf W\); obtenha \(\mathbf w\) por dois caminhos e verifique o Resultado 2.8; obtenha as direções principais de \(\mathbf D\); decida se o elemento material ganha ou perde volume; e verifique tudo com numpy.

O enunciado completo, com os seis roteiros, está nas notas.

A pergunta da sessão, respondida

\[\mathbf v(\mathbf x + d\mathbf x) \approx \mathbf v(\mathbf x) + \mathbf w\times d\mathbf x + \mathbf D\,d\mathbf x \qquad\text{(igual nas duas notações; forma indicial no Resultado 2.9).}\] Translação, rotação rígida e estiramento puro — e nada mais.

O que vem em U3

Até agora, nenhuma força apareceu. Toda a cinemática foi construída sem elas.

Na Unidade 3 a física entra — e entra por um único procedimento, repetido: escrever um balanço num volume material, aplicar o Teorema do Transporte, e localizar.

Referências

Lai, W. Michael, David Rubin, e Erhard Krempl. 2010. Introduction to Continuum Mechanics. 4º ed. Butterworth-Heinemann.
Ruderman, Michael S. 2019. Fluid Dynamics and Linear Elasticity: A First Course in Continuum Mechanics. Springer Undergraduate Mathematics Series. Springer.